quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Aquarela" - Toquinho



Uma das constantes canções da minha infância chega hoje para embalar o Dia das Crianças, afinal nos tornamos adultos, mas não podemos deixar morrer a criança dentro de nós.

"Aquarela" foi composta por Toquinho, Vinicius de Moraes, Maurício Fabrizio e Guido Morra e está presente no álbum homônimo de 1983. A canção é um deleite que faz a imaginação fluir e mostra por entre suas linhas como devemos levar nossa aquarela.

Na escola sempre tinha uma apresentação para comemorar dias especiais em que nós fazíamos uma interpretação de alguma música, em geral, de Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Toquinho, Gonzagão, entre outros. Graças a ela e aos meus queridos pais tive uma infância regada a MPB e bossa nova. Não tenho palavras para expressar tamanha gratidão!

"Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá..."

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Confira o vídeo de uma apresentação ao vivo, uma animação feita com a música e o comercial da Faber Castell (1983 - um dos meus preferidos):


"Aquarela"

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, 
E se a gente quiser ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).
Marcela Oliveira Web Developer

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